<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882</id><updated>2012-02-16T06:17:00.065-02:00</updated><title type='text'>A poética de Zélia Duncan em suas crônicas e canções!!!</title><subtitle type='html'>Esse blog foi criado à partir de um Trabalho de Conclusão de Curso elaborado no segundo semestre de 2007
com o tema: "A poética de Zélia Duncan em suas crônicas e canções", dedico esse blog, assim como todo o trabalho à grande autora dessa obra, Zélia Duncan, pois o sublime de sua alma poética despertou em mim a inspiração e o infindável prazer de realizar este, que se tornou parte de mim.

Carol Marques</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-1646260338532239419</id><published>2010-09-26T18:29:00.002-03:00</published><updated>2010-09-26T18:30:50.526-03:00</updated><title type='text'>O amor em milhares...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-7gpYkSSI/AAAAAAAAALM/i_Hwdf0lRvI/s1600/C%C3%A1+e+ZD.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-7gpYkSSI/AAAAAAAAALM/i_Hwdf0lRvI/s320/C%C3%A1+e+ZD.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521337837718620450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-1646260338532239419?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/1646260338532239419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=1646260338532239419' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1646260338532239419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1646260338532239419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2010/09/o-amor-em-milhares.html' title='O amor em milhares...'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-7gpYkSSI/AAAAAAAAALM/i_Hwdf0lRvI/s72-c/C%C3%A1+e+ZD.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-4573908661249302530</id><published>2008-08-15T22:39:00.002-03:00</published><updated>2008-08-15T22:47:27.637-03:00</updated><title type='text'>Vida e Obra sob o olhar de Carol Marques</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SKYwZNHx5qI/AAAAAAAAAFo/2UrTe8HmT_o/s1600-h/com20violao%5B1%5D.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234924826441934498" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SKYwZNHx5qI/AAAAAAAAAFo/2UrTe8HmT_o/s320/com20violao%5B1%5D.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;A viagem&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Antes e depois dos Emirados Árabes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em meados de outubro de 1991, a convite de um casal de músicos que conheceu em Brasília, Marcus Teixeira e Patrícia Lopes, Zélia partiu para os Emirados Árabes, no Oriente Médio, para cumprir um contrato de três meses, que se estenderam para cinco. Na maioria das vezes, cantava para pessoas que não entendiam uma palavra em português, pois o seu público era bem diversificado: árabes, europeus, australianos, etc. Zélia define essa experiência como um desafio e um prazer absoluto. No período distante da sua nação, teve grandes influências, que eram super cultivadas, como Joni Mitchell, Joan Armatrading, Sam Cooke, Ry Cooder e Peter Gabriel, além de sons orientais. Nesse contexto, foram se revelando dentro de Zélia inspirações que a fizeram compor letras que a transformariam em uma grande compositora, como a canção “O meu lugar”, que foi escrita em Abu Dhabi. Após compor, ela enviava as letras de músicas a seus parceiros que estavam no Brasil.&lt;br /&gt;Em maio de 1992, após retornar ao Brasil, Zélia havia reforçado sua personalidade em todos os sentidos: não queria interferência, nem falsos parâmetros, só pensava em retomar o seu trabalho e fazer um som mais acústico, menos metal e cantar as próprias canções, pois na sua bagagem havia inúmeras composições, fruto de suas vivências ora felizes, ora solitárias, saudosas ou reflexivas. Zélia foi convidada por Almir Chediak e acompanhada por Marco Pereira, no Estúdio Smith, a gravar “Sábado em Copacabana”, uma das faixas do songbook de Dorival Caymmi. Durante a gravação, recebeu um convite da produtora Beth Araújo, que era sua sócia e empresária, para gravar pela Warner o seu segundo disco. Zélia Cristina passou a chamar-se Zélia Duncan, por sugestão do presidente da Warner, o que lhe rendeu a oportunidade de prestar uma homenagem a sua avó materna, por quem tinha uma verdadeira adoração. O disco “Zélia Duncan” foi lançado no final do ano de 1994 e a maioria das letras foram compostas em parceria com Christiaan Oyens, seu amigo, que também tocou bateria, bambolim e violão no álbum. Em março de 1995, apresentou todas as canções do novo disco e canções como “João Ninguém” de Rita Lee e Roberto de Carvalho, “Vou tirar você do dicionário” de Itamar Assumpção e Alice Ruiz e “Doce de Coco” de Jacó do Bandolim e Hermínio Belo de Carvalho, que foi sucesso na voz de Elizeth Cardoso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Carol Marques&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-4573908661249302530?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/4573908661249302530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=4573908661249302530' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/4573908661249302530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/4573908661249302530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/08/viagem.html' title='Vida e Obra sob o olhar de Carol Marques'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SKYwZNHx5qI/AAAAAAAAAFo/2UrTe8HmT_o/s72-c/com20violao%5B1%5D.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-3648694824105270065</id><published>2008-08-14T23:49:00.001-03:00</published><updated>2008-08-14T23:52:40.309-03:00</updated><title type='text'>Vida e Obra sob o olhar de Carol Marques</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SKTvLRzMPnI/AAAAAAAAAFY/O_aI5ySXtsg/s1600-h/zelia_duncan_MPO%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5234571643947073138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SKTvLRzMPnI/AAAAAAAAAFY/O_aI5ySXtsg/s320/zelia_duncan_MPO%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;O início&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Zélia Cristina Gonçalves Moreira nasceu na cidade fluminense de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 1964. Filha de funcionários públicos, Louise Gonçalves e Antônio Moreira, e irmã de Afonso César, Luiz Otávio e Helena, viveu em Niterói até os 6 anos de idade, quando a família mudou-se para Brasília, no ano de 1971.&lt;br /&gt;Desde pequena, aguçava dentro de si o lado musical, Zélia ficava escondida no canto da sala, ouvindo as serestas que seus pais promoviam a amigos e familiares. Aos 10 anos de idade, interessou-se pelo basquetebol e animava as viagens do time ao som da sua voz e violão. Jogou até os 16 anos, quando veio a opção definitiva pela música, pois a data de um campeonato coincidiu com a data de um festival musical.&lt;br /&gt;Aos 12 anos, Zélia surpreendeu sua mãe com uma gravação caseira da canção “Tatuagem” de Chico Buarque, demonstrando os primeiros índices da grande intérprete que se tornaria. Em meados de 1981, começou a cantar profissionalmente na saudosa Sala Funarte em Brasília que, na época, abria concursos, dando oportunidade a novos talentos. Após enviar uma fita caseira, ela conquistou o primeiro lugar: a abertura do show era com uma música do Milton Nascimento, "Fazenda", e o repertório se desfolhava por aí. A apresentação teve grande repercussão e Zélia começou a se apresentar em diversos lugares e, até mesmo, na Sala Funarte. Esse show é considerado o marco inicial de sua carreira, o que lhe rendeu a oportunidade de reapresentação no “Projeto Pixinguinha”, cantando ao lado de nomes consagrados como Wagner Tiso e Cida Moreyra.&lt;br /&gt;A cidade de Brasília, além de proporcionar um certo surrealismo no seu dia-a-dia de cidade pretensiosamente planejada, deu-lhe a oportunidade de realizar trabalhos extremamente profissionais, com músicos especialmente sensíveis, com quem aprendeu e apurou os ouvidos.&lt;br /&gt;Vale ressaltar que, no tempo que viveu em Brasília e que sua trajetória começou a deslanchar, Zélia fez amizades com grandes nomes do pop rock nacional, como Dinho Ouro Preto, ex-vocalista da banda Aborto Elétrico e atual vocalista da banda Capital Inicial, Renato Russo, vocalista da eterna Legião Urbana e como a saudosíssima cantora e intérprete Cássia Eller; tais nomes seriam grandes parceiros e influências na sua carreira.&lt;br /&gt;Aos 22 anos, Zélia volta para a sua cidade natal, onde passa a dividir o tempo como locutora de rádio, fazendo “jingles”, e cursando teatro na Casa de Artes das Laranjeiras. Nas horas vagas, montou sua primeira apresentação no Rio de Janeiro e descobriu o prazer de cantar em inglês e procurar músicas brasileiras mais inusitadas, que não tivessem interpretações muito óbvias, e isso lhe deu uma liberdade essencial. No ano de 1989, com uma produção dirigida pela diretora de teatro Ticiana Studart, que estava chegando de Nova Iorque, com idéias que vinham ao encontro dos seus planos de fazer algo mais arrojado e irreverente, foi lançado o seu primeiro show. Os recursos eram caóticos e as idéias jorravam mais a cada dia. “Muito bem, produzir é um caos, os espaços são um caos, a violência é um caos, o isolamento cultural é um caos”1, tinha-se o repertório e o nome do show: “Zélia Cristina no caos”.&lt;br /&gt;Embora ainda correndo à margem da grande mídia, sem críticos ou chamadas na TV, o resultado foi muito recompensador: da Laura Alvim a apresentações no Mistura Fina, ambos com lotações esgotadas. Em uma das apresentações, Zélia foi convidada por um produtor musical do estúdio Eldorado para gravar seu primeiro disco, “Outra Luz”, no ano de 1990, no qual regravou nomes importantes da música, como Itamar Assumpção, Caetano Veloso, Beatles, THE Police e umas faixas inéditas de outras pessoas. Além do investimento do estúdio Eldorado e do incentivo de sua empresária, o disco proporcionou-lhe a oportunidade de se apresentar em São Paulo (Crownie Plaza), Porto Alegre, Florianópolis, Brasília e no Teatro Ipanema (Rio de Janeiro). Apesar de tantos compromissos e participações em diversos programas de televisão, aquele foi um ano intenso e estimulante, porém o disco estava longe dos anseios da cantora, pois não havia dado continuidade a ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Carol Marques&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-3648694824105270065?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/3648694824105270065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=3648694824105270065' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/3648694824105270065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/3648694824105270065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/08/vida-e-obra-sob-o-olhar-de-carol.html' title='Vida e Obra sob o olhar de Carol Marques'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SKTvLRzMPnI/AAAAAAAAAFY/O_aI5ySXtsg/s72-c/zelia_duncan_MPO%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-1513275020487425402</id><published>2008-06-28T13:08:00.006-03:00</published><updated>2008-06-28T13:28:49.539-03:00</updated><title type='text'>Tempestade sob análise de Carol Marques</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SGZmhSfahsI/AAAAAAAAAFI/zjF4fzGA7XU/s1600-h/0,,14579932-EXH,00%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216969940440614594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SGZmhSfahsI/AAAAAAAAAFI/zjF4fzGA7XU/s320/0,,14579932-EXH,00%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Zélia Duncan&lt;/strong&gt; apareceu no cenário da MPB em meio a tantas divas, como a saudosa Elis Regina, Elizeth Cardoso, Gal Costa, Maria Bethânia, Nara Leão, entre outras. Observando a sua trajetória, podemos constatar que ela alcançou um lugar de &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SGZl2VGX2qI/AAAAAAAAAFA/wZ4x-jgAS2Q/s1600-h/0,,14587067-EXH,00%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;destaque e prestígio na música popular brasileira, o que é notório em cada disco, músicas de qualidade, com letras de fino trato, de quem tem um público definido e que de certa forma faz o seu protesto às diversas questões sociais do nosso país, como analisamos na música “Tempestade”, que foi composta no ano de 1994, em parceria com Christiaan Oyens.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tempestade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A tempestade me assusta&lt;br /&gt;Como sua ausência&lt;br /&gt;Você, raio humano&lt;br /&gt;Despencou&lt;br /&gt;Na minha cabeça&lt;br /&gt;E desde então&lt;br /&gt;Grita&lt;br /&gt;Esse trovão&lt;br /&gt;No meu peito&lt;br /&gt;A chuva lá fora&lt;br /&gt;Chove de fato&lt;br /&gt;Enquanto sua ausência&lt;br /&gt;Inunda meu quarto&lt;br /&gt;E transferência na cama&lt;br /&gt;Agora eu entendo&lt;br /&gt;Meus sonhos&lt;br /&gt;São outros&lt;br /&gt;Enquanto eu durmo&lt;br /&gt;Enquanto te espero&lt;br /&gt;E chove no mundo&lt;br /&gt;Eu não me acostumo&lt;br /&gt;Com a falta de rumo brasileiro&lt;br /&gt;E esse tom de desespero&lt;br /&gt;Que atingiu o nosso amor&lt;br /&gt;Penso no homem que dorme&lt;br /&gt;Nas ruas do rio&lt;br /&gt;E agora flutua nos rios da rua&lt;br /&gt;E os barracos&lt;br /&gt;Na beira do abismo&lt;br /&gt;Deslizam no cinismo&lt;br /&gt;Da vieira do souto&lt;br /&gt;Meus sonhos são outros&lt;br /&gt;Enquanto não durmo...&lt;br /&gt;Por dentro dos túneis&lt;br /&gt;No fundo do poço&lt;br /&gt;Ninguém fica imune&lt;br /&gt;Crescendo no esgoto&lt;br /&gt;E nosso amor&lt;br /&gt;Sem risco e sem gloria&lt;br /&gt;Se escora na história&lt;br /&gt;Do meu país do desgosto&lt;br /&gt;Meus sonhos são outros&lt;br /&gt;Enquanto não durmo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas entrelinhas dos versos bem elaborados, onde poesia e revolta se fundem, podemos notar um clamor social, quando faz menção à “Vieira Souto”, uma das avenidas mais importantes da cidade do Rio de Janeiro, onde impera a classe dominante, a burguesia e em outros versos retrata a pobreza, contradizendo-se com a miséria que mora nas ruas da mesma cidade, onde homens moram dentro de túneis, permanecem com seus barracos à beira do abismo, sem ninguém olhar por eles. Enquanto uma minoria vive desfrutando de bens, de luxos, vaidades, uma grande maioria passa fome, sobrevivendo à violência constante da cidade maravilhosa à procura de emprego, de uma vida digna, decente, em busca de sonhos que nunca são alcançados.&lt;br /&gt;Nos versos da canção totalmente ritmada, pela repetição de sons semelhantes, no final dos versos diferentes, ora no interior do mesmo verso, ora em posições variadas, Zélia cria um parentesco fônico entre palavras presentes em dois ou mais versos, tratando-se de um recurso de grande efeito musical e rítmico.&lt;br /&gt;A compositora questiona nas entrelinhas que país é esse, onde a arte e a desigualdade vivem tão perto, como um amor pode viver em meio a tantas contrariedades? Há orgulho ou desgosto de pertencer a essa nação? E nos passa a impressão de um diálogo do narrador com um outro alguém, um suposto amor do qual espera e ao mesmo tempo faz uma crítica à sociedade que fica imune as desigualdades tão evidentes no país.&lt;br /&gt;Zélia retrata, através de um desabafo poético, a grande desigualdade social do nosso país. Um Brasil divido em dois, Brasil de grandes avenidas, metrópoles, riquezas e Brasil de becos, barracos e pobreza, um espelho da sociedade, sem risco, sem glória, de vazios não preenchidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;strong&gt;Carol Marques&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-1513275020487425402?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/1513275020487425402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=1513275020487425402' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1513275020487425402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1513275020487425402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/06/tempestade-sob-anlise-de-carol-marques.html' title='Tempestade sob análise de Carol Marques'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SGZmhSfahsI/AAAAAAAAAFI/zjF4fzGA7XU/s72-c/0,,14579932-EXH,00%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-5069276932547548356</id><published>2008-06-07T03:20:00.002-03:00</published><updated>2008-06-07T03:24:34.557-03:00</updated><title type='text'>Verbos Sujeitos sob análise de Carol Marques</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SEophyDiJbI/AAAAAAAAAEY/qc537udarBE/s1600-h/dunca%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209021579356415410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SEophyDiJbI/AAAAAAAAAEY/qc537udarBE/s320/dunca%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A canção “Verbos Sujeitos” foi composta no ano de 1999, em parceria com Christiaan Oyens. A letra é admirável, por sua inteligência, pela perfeição de cada verso. Podemos analisá-la através das estrofes, onde os sujeitos são submetidos a verbos que, em princípio, não sofreram ação, que se permitem ser desmontados e remontados em qualquer ordem.&lt;br /&gt;Zélia retrata na letra um sentimento, de um amor que está ali, para ver, sentir, perder, encontrar, reter, esperar, convencer, avistar, entender, acionar, esclarecer, acordar, morder, selar, estremecer, encantar, comover, alcançar e enternecer. E, de um outro que anseia em ser a ação, o meio utilizado para se alcançar esse sentimento.&lt;br /&gt;É perceptível o jogo com as palavras e a sonoridade ao pronunciá-las. Podemos analisá-la através das estrofes que permitem a metrificação através de sílabas poéticas. A música é composta por 6 estrofes, sendo que cada estrofe é composta por 4 versos, uma verdadeira poesia cantada, que submete o sujeito do verso como a um ser que suplica para sofrer a ação de ser amado, de ser transformado em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O/lhos/ pra/ te/ re/ver A&lt;br /&gt;Bo/ca/ pra/ te/ pro/var B&lt;br /&gt;Noi/tes/ pra/ te/ per/der A&lt;br /&gt;Ma/pas/ pra/ te/ en/con/trar B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fo/tos/ pra/ te/re/ter A&lt;br /&gt;Lu/as/ pra/ te es/pe/rar B&lt;br /&gt;Voz /pra/ te/ con/ven/cer A&lt;br /&gt;Ru/as /pra /te a/vis/tar B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cal/ma /pra/ te en/ten/der A&lt;br /&gt;Ver/bos/ pra/ te a/cio/nar B&lt;br /&gt;Luz /pra /te es/cla/re/cer A&lt;br /&gt;So/nhos/ pra/ te a/cor/dar B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta/ras/ pra/ te/ mor/der A&lt;br /&gt;Car/tas/pra/ te/ se/lar B&lt;br /&gt;Se/xo/ pra es/tre/me/cer A&lt;br /&gt;Con/tos/ pra/ te en/can/tar B&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Si/lên/cio/ pra /te /co/mo/ver A&lt;br /&gt;Mú/si/ca /pra/ te al/can/car B&lt;br /&gt;Re/frão /pra/ te en/ter/ne/cer A&lt;br /&gt;E ago/ra/ só /fal/ta/ vo/cê C&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus verbos sujeitos ao seu modo de me acionar B&lt;br /&gt;Meus verbos abertos pra você me conjugar B&lt;br /&gt;Quero, vou, fui, não vi, voltei, D&lt;br /&gt;Mas sei que um dia de novo eu irei D&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perceptível o jogo com as palavras e a sonoridade ao pronunciá-las. Podemos analisá-la através das estrofes que permitem a metrificação através de sílabas poéticas. A música é composta por 6 estrofes, sendo que cada estrofe é composta por 4 versos, cada verso é composto nas 5 primeiras estrofes de cinco sílabas, ou seja, uma redondilha menor, da mesma forma que na Idade Média era utilizada pelos poetas portugueses nas cantigas de amor e de amigo. Sobre as quatro primeiras estrofes da canção, temos rimas interpoladas e emparelhadas.&lt;br /&gt;Sendo o ritmo, de modo especial, uma produção artística, torna-se evidente a sua presença na poesia, dentro da letra que possui um caráter de oralidade muito importante, por ser feita para ser falada, recitada e mesmo que estejamos lendo-a silenciosamente, notamos o seu lado musical, sonoro, que nos remete à novos significados no texto, como ilustram as leituras “rítmicas” que se seguem.&lt;br /&gt;Na última estrofe da canção, os verbos no presente (quero), no futuro (vou) e no passado (fui) fazem menção à um desejo encoberto nas notas de outros versos da busca da felicidade e de momentos onde as ações possam realmente serem almejadas.&lt;br /&gt;Verbos Sujeitos é uma verdadeira poesia cantada, que submete o sujeito do verso como a um ser que suplica para sofrer a ação de ser amado, de ser transformado em ação. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Carol Marques&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-5069276932547548356?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/5069276932547548356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=5069276932547548356' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/5069276932547548356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/5069276932547548356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/06/verbos-sujeitos-sob-anlise-de-carol.html' title='Verbos Sujeitos sob análise de Carol Marques'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SEophyDiJbI/AAAAAAAAAEY/qc537udarBE/s72-c/dunca%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-1940520388835943113</id><published>2008-05-20T20:25:00.003-03:00</published><updated>2008-05-20T20:34:00.493-03:00</updated><title type='text'>A influência de Itamar Assumpção</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SDNeXWUfSKI/AAAAAAAAADE/KT6qXEDzwBw/s1600-h/Itamar+Assump%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202605749764573346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SDNeXWUfSKI/AAAAAAAAADE/KT6qXEDzwBw/s400/Itamar+Assump%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1949, nasceu Itamar Assumpção, na cidade de Tietê, interior de São Paulo. Descendente de escravos angolanos, o cantor ouvia, desde pequeno, a música dos terreiros de candomblé, que vinham do quintal da sua casa. De 1963 a 1973, Itamar morou no Paraná e lá iniciou sua carreira musical, largando um curso de contabilidade. Na época, conheceu Arrigo Barnabé, um de seus parceiros mais constantes. Em 1973, Itamar mudou-se para São Paulo, onde lançou seu primeiro LP: Beleléu, Leléu, eu, com a banda Isca de Polícia, no ano de 1980. Itamar é ator, compositor, arranjador, cantor e produtor musical.Teatralmente, personagem e criador se fundem nas suas letras, pois Itamar nasce para a música brasileira com um tipo caracterizado de morador da periferia metropolitana. Nos anos 80, aconteceu o encontro da lira paulistana teatro-movimento-gravadora, que reuniu muita gente que fazia música popular de São Paulo.&lt;br /&gt;A única grande gravadora a acolher seu trabalho foi a Continental, que foi comprada, anos mais tarde, pela Warner. Em 1988, o disco tinha o irônico título Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava. Mantinha-se firme em seu projeto de independência artística, que para os desavisados é resistência turrona em não ceder ao canto da sereia das gravadoras e à vida do sucesso garantido, porém sucesso não é música, afirmava Itamar.&lt;br /&gt;Alegava que sua música subsiste pela experiência de choque, que é cada um de nós no desconforto da vida em São Paulo, inquieta a cada esquina, surpreendente em cada bairro, atordoante em todos os cantos, pois ser independente para que a diferença faça a diferença era o seu intuito. Encenando a história da Música Popular Brasileira, de seus compositores e cantores, nas letras, nos batuques, na percussão, no baixo, nas guitarras, no trombone de seus arranjos, na voz que comenta, que apresenta, Itamar deixa claro saber muito bem o que significa e implica a tal independência.&lt;br /&gt;A influência de Itamar Assumpção na vida e nas letras compostas por Zélia Duncan remete ao seu som, que é uma mistura fina do que traz de fora com o que encontra por aqui.&lt;br /&gt;O último CD, Pretobrás, foi gravado em 1998 e precedeu um momento delicado na vida do compositor, pois, no ano de 2000, Itamar foi submetido a três cirurgias para a retirada de um tumor do intestino. Ainda em recuperação e sob tratamento quimioterápico, continuou fazendo shows. Infelizmente, no dia 12 de junho de 2003, Itamar faleceu na cidade de São Paulo, vítima de complicações causadas pelo tumor, aos 53 anos.&lt;br /&gt;Zélia Duncan, desde a gravação do seu primeiro disco, grava canções de Itamar Assumpção e afirma que ele a ajuda fortalecer seu discurso em seu trabalho. Tanto Zélia quanto Itamar são sombra fresca da realidade, resposta, com suas vozes encorpadas passeiam por elegantes estilos musicais se apropriando deles com muita autenticidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Carolina Marques&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-1940520388835943113?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/1940520388835943113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=1940520388835943113' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1940520388835943113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1940520388835943113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/05/influncia-de-itamar-assumpo.html' title='A influência de Itamar Assumpção'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SDNeXWUfSKI/AAAAAAAAADE/KT6qXEDzwBw/s72-c/Itamar+Assump%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-3373689709948961817</id><published>2008-05-08T20:52:00.005-03:00</published><updated>2008-05-08T23:24:42.069-03:00</updated><title type='text'>Sortimento de Emoção!!!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SCOTmPwqBnI/AAAAAAAAABs/SliXbZ77lDg/s1600-h/Z%C3%A9lia+Duncan+e+Carol.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198160680190609010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SCOTmPwqBnI/AAAAAAAAABs/SliXbZ77lDg/s400/Z%C3%A9lia+Duncan+e+Carol.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Existem essências na alma das pessoas, pessoas que por valorizarem pequenos detalhes tornam-se fundamentais em nossas vidas... pessoas que reencontramos nas esquinas da vida e que acrescentam muito em nossos dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Obrigada por ser essa essência e por emocionar-me pelo simples fato de existir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Carol Marques&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-3373689709948961817?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/3373689709948961817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=3373689709948961817' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/3373689709948961817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/3373689709948961817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/05/sortimento-de-emoo.html' title='Sortimento de Emoção!!!'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/SCOTmPwqBnI/AAAAAAAAABs/SliXbZ77lDg/s72-c/Z%C3%A9lia+Duncan+e+Carol.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-6562805924018900256</id><published>2008-05-07T22:01:00.004-03:00</published><updated>2008-05-09T00:02:59.152-03:00</updated><title type='text'>A Temática de Zélia Duncan no Contexto da Música Popular Brasileira!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJY7fwqBmI/AAAAAAAAABk/cbTuJM2r8JQ/s1600-h/no_zeliaduncan%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197814699100079714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJY7fwqBmI/AAAAAAAAABk/cbTuJM2r8JQ/s320/no_zeliaduncan%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJS1vwqBkI/AAAAAAAAABM/cNZUt0UG-wA/s1600-h/7630540%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na década de sessenta, a MPB se renovou, passando por uma grande revolução que, mais do que nunca, projetou o Brasil no exterior. Assimilando influências do jazz, mormente no que se refere à cadência e ao improviso, o samba deu luz à bossa nova, que foi seguida de perto por outro movimento marcante, porém menos duradouro, conhecido por tropicalismo, surgido em 1967, e que tinha como característica marcante o que se costumou chamar de antropofagia, numa alusão direta às idéias do grande escritor do modernismo, Oswald de Andrade, pois incorporava diversos elementos provenientes de outros setores da cultura, mesmo estrangeiros. Um deles, por exemplo, era o rock, que sempre foi refutado pelos puristas da MPB. O tropicalismo teve como compositores e intérpretes Gilberto Gil, Torquato Neto, Tom Zé, Nara Leão e Gal Costa, que não estavam preocupados, pelo menos no início, em criar um organismo à parte na MPB, muito menos com cara e nome nacionalista.&lt;br /&gt;É importante ressaltar que o tropicalismo floresceu na época dos grandes festivais da MPB, que revelaram ou deram impulso para inúmeros compositores e intérpretes. Entre eles: Chico Buarque de Holanda, Ivan Lins, Walter Franco, Geraldo Vandré, Milton Nascimento, entre outros. Quem viveu naquela época afirma que o que houve de melhor na nossa música, durante o período em que imperou a Revolução de 1964, foi feito por compositores da era dos festivais. Após a revolução, a MPB desgastou-se bastante, sobretudo pela assimilação de valores inúteis de outras culturas. Por essa razão, os artistas, ideologicamente, foram obrigados a gravar através de selos independentes, devido à influência de músicas norte-americanas nas rádios, fazendo com que a nossa identidade fosse se perdendo. Mas o movimento independente ganhou força no início dos anos oitenta, revelando artistas como Itamar Assumpção.&lt;br /&gt;Nos dias atuais, a Música Popular Brasileira vive um de seus momentos mais ricos, pois nunca se ouviu tantos compositores e tantos intérpretes, de tantas vertentes, dos mais variados cantos do país. Novas gerações convivem produtivamente com as antigas e um movimento geral de reavaliação da música popular brasileira só vem revigorando seu papel central na identidade do país. A música é uma das reservas mais ricas do afeto, do humor e da sabedoria do povo brasileiro, desde o seu surgimento, na época do descobrimento, em meados de 1500, com a música indígena brasileira.&lt;br /&gt;Sendo a música uma forma de arte que tem como elementos fundamentais o som, o ritmo e o timbre, é notória a presença e influência  nas canções da cantora e compositora Zélia Duncan, que apareceu nesse cenário, em meados dos anos oitenta, juntamente com as cantoras e intérpretes Cássia Eller e Selma Reis.&lt;br /&gt;Zélia e sua nova música popular brasileira são inseparáveis, quando se trata de um ponto de sua trajetória, pois ela simplesmente a encarnou, como a uma entidade que, com o tempo, viu-se não ser apenas uma de suas expressões mais brilhantes, mas também um emblema de força única, que veio adquirir essa arte entre nós, importante no processo de aquisição dessa força, que a levou ao reconhecimento num âmbito de maior amplitude da sua história.&lt;br /&gt;Por outro lado, Zélia elevou a letra de música ao status do poema, a poética presente em suas letras faz de sua canção uma modalidade de poesia cantada. Rompendo os limites entre o popular e o erudito, alta e baixa cultura, elevou o seu repertório de referências da MPB e, ao mesmo tempo que exigiu o melhor, contribuiu para que o público elevasse seu próprio repertório. Transcendendo o campo já em si bastante amplo, se alinha a Dorival Caymmi, Tom Jobin, Lenine, Rita Lee, Cássia Eller, Renato Russo, Itamar Assumpção, Alice Ruiz, Simone, Sérgio e Arnaldo Baptista dos Mutantes, entre tantos grandes nomes dessa e de outras gerações da nossa música.&lt;br /&gt;Longa e longeva é sua obra, tão cheia de e cheirando a vida. Zélia vai além de suas composições e escreve crônicas retratando o seu cotidiano, as suas viagens, as suas experiências como cantora, compositora, pessoa, cidadã. A durabilidade é assegurada pelo mix de quantidade e qualidade de sua produção, tão extensa hoje, tão intensa sempre. Imprime a todas as músicas sua marca: a voz rouca e implacável. Mas, o que transcede em Zélia Duncan é a simplicidade e a generosidade que a artista traz em sua conduta na vida e, ao traduzir o coração em música, comove desde o ouvinte mais humilde ao mais refinado.&lt;br /&gt;A obra de Zélia Duncan foi sendo descoberta sem urgência, à medida que as letras foram incorporadas a seus temas, pois a música, assim como toda arte, é passível de um olhar plurissignificativo. Sendo assim, Zélia retrata-a com uma linguagem simples, tocando o sublime.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Carol Marques&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-6562805924018900256?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/6562805924018900256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=6562805924018900256' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/6562805924018900256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/6562805924018900256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/05/blog-post.html' title='A Temática de Zélia Duncan no Contexto da Música Popular Brasileira!!!'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJY7fwqBmI/AAAAAAAAABk/cbTuJM2r8JQ/s72-c/no_zeliaduncan%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5202298457171307882.post-1031107766205306866</id><published>2008-05-07T22:01:00.002-03:00</published><updated>2008-05-07T22:32:03.074-03:00</updated><title type='text'>A poética!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJYAvwqBlI/AAAAAAAAABc/qTVnc4Y2ur8/s1600-h/7630540%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5197813689782765138" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJYAvwqBlI/AAAAAAAAABc/qTVnc4Y2ur8/s320/7630540%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJRX_wqBjI/AAAAAAAAABE/KIP-_bCuHH4/s1600-h/no_zeliaduncan%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Nos dias atuais, a Música Popular Brasileira vive um de seus momentos mais ricos, pois nunca se ouviu tantos compositores e tantos intérpretes, de tantas vertentes, dos mais variados cantos do país. Novas gerações convivem produtivamente com as antigas e um movimento geral de reavaliação da música popular brasileira só vem revigorando seu papel central na identidade do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo desse blog é analisar e discutir as letras de músicas da cantora e compositora Zélia Duncan, a transfiguração de metáforas de suas crônicas, bem como a sua riqueza e as absorções dos processos lingüísticos e literários contidos nas mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo a música, assim como toda a arte, passível de um olhar plurissignificativo, Zélia Duncan retrata-a com uma linguagem simples, tocando o sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol Marques&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5202298457171307882-1031107766205306866?l=apoeticadezd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/feeds/1031107766205306866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5202298457171307882&amp;postID=1031107766205306866' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1031107766205306866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5202298457171307882/posts/default/1031107766205306866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://apoeticadezd.blogspot.com/2008/05/temtica-de-zlia-duncan-no-contexto-da.html' title='A poética!!!'/><author><name>Carol Marques</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08982174522861393168</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_iiX88wf9D8A/TJ-3dgflwcI/AAAAAAAAAKs/PPXp-CshIng/S220/Carol.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_iiX88wf9D8A/SCJYAvwqBlI/AAAAAAAAABc/qTVnc4Y2ur8/s72-c/7630540%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
